Ensaio de estanqueidade: porque a telha hidropônica não vaza.

Hoje quero mostrar um pouco mais de detalhes dos testes que realizamos no IPT (Instituto de Pesquisas Tecnológicas da USP – Centro Tecnológico do Ambiente Construído / Laboratório de Componentes e Sistemas Construtivos) em São Paulo, que demonstraram o funcionamento do nosso novo sistema para telhado verde como…. uma telha!! Sim, pode parecer bizarro, mas nenhum produto para telhado verde no mercado hoje é de fato uma telha.

Pode conferir – todos os sistemas comerciais existentes no mundo hoje demandam uma membrana ou camada impermeabilizante protegendo a estrutura da cobertura ou telhado, para evitar infiltrações e vazamentos. Isso porque até hoje os sistemas de telhado verde sempre foram pensados como revestimentos de coberturas já existentes – um item extra – sempre um custo à mais. Por isso resolvemos pensar diferente.

Ao invés de colocar o sistema de cultivo do ‘green roof’ em cima de uma cobertura adequadamente preparada para isso, resolvemos colocá-lo dentro de uma telha, evitando a necessidade do uso de membranas de impermeabilização para garantir a estanqueidade. Aproveitamos o modelo de encaixe de uma telha convencional, onde a sobreposição entre as peças adjacentes e uma inclinação adequada evitam a passagem da água, utilizando-se da força da gravidade para obter a proteção e estanqueidade desejada

No experimento realizado no IPT/USP, instalamos um protótipo de aproximadamente 8m2 das telhas hidropônicas, onde foi realizado ensaio de estanqueidade à água de chuva (ou seja, testemos para ver se a telha hidropônica vazava), conforme método especificado no Anexo D da NBR 15575-5:2013. Para o ensaio foi montado um corpo de prova na câmara de estanqueidade de coberturas do Laboratório de Componentes e Sistemas Construtivos do IPT.

 

Esta câmara de estanqueidade é uma grande caixa que faz uma simulação de chuva controlada (com aspersores de irrigação) na parte superior, enquanto na base cria um vácuo para sucção e simulação do efeito de ventos na parte interna do telhado, sob diferentes níveis de pressão.

Antes da execução do ensaio, o sistema de circulação de água para irrigação da vegetação (hidroponia), posicionado internamente aos painéis ficou ligado por 48 horas para verificação de eventual vazamento e para verificar se o peso da água e dos materiais umedecidos poderiam afetar o resultado do ensaio.

Para o ensaio de estanqueidade à água foi adotada inclinação de 16°, vazão de 4 L/min/m² e pressão máxima de 50 Pa. Os testes foram realizados a partir de pressão ZERO, 10, 20, 30, 40 até 50 Pa.

Relatório Técnico Nº 155 133-205 – 12/14: Tabela 9 – Resultados do ensaio de estanqueidade à água.  12 de dezembro de 2018. INSTITUTO CIDADE JARDIM

conforme resultados apresentados não foi verificada a ocorrência de penetração ou infiltração de água durante o ensaio que teve duração de aproximadamente 40 min (15 minutos sem pressão, 5 minutos para cada pressão), e nem durante o período que o sistema de circulação de água interno ficou ligado. Portanto pode-se concluir que o telhado atende ao critério da referida norma.

Vale lembrar (e agradecer) que este projeto tem sido apoiado pela FAPESP, agência de fomento à pesquisa no Estado de São Paulo. A FAPESP realizou investimentos para 2 anos de apoio ao desenvolvimento deste novo produto em troca de 20% de participação nos lucros da patente.

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